quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Networking ou Factor "C" ?

No âmbito da Teoria Organizacional, existe uma panóplia de temáticas sobre as quais podemos abordar. Gostaria de estrear este blogue, com um assunto que para uns será tabú, para outros polémico, para outros indiferente, mas sobre o qual tenho particular curiosidade e que acontece com muita frequência no mundo das empresas e instituições.
Actualmente, o mercado em geral é competitivo independentemente do sector em se actua. As empresas criam estratégias para ganharem vantagem competitiva aos seus concorrentes directos. Competitivo é também o mercado de trabalho. No processo de procura de emprego, tenta-se valorizar os aspectos positivos e minimizar aspectos negativos.
O mercado de trabalho vive muito de Relações, contactos e conhecimentos. Mas até que ponto poderemos falar de Factor "C" ou Networking? Em que situações se poderá aplicar um ou outro ? Será o segundo uma evolução do primeiro?
Uma coisa é certa. Independentemente de um ou outro, a forma como se processam é oculta e passa muitas vezes ao lado do universo da empresa ou instituição, sendo gerido sempre, pelo minímo de pessoas possível, mas com poder de decisão ou com influência junto destes.
Deverá estar a interrogar-se sobre se concordo, ou não, com este tipo de jogadas de bastidores. A minha resposta é "nim". Por um lado, e olhando o cenário actual do desemprego, acho que cada um deverá orientar-se com as "armas" que tem. Por outro, a utilização deste tipo de mecanismos é, em meu entender, prejudicial para as empresas, pois poderá estar-se a colocar de parte uma outra pessoa que tenha maior competência para ocupar a referida vaga.
Finalmente, e voltando à Teoria Organizacional, será que este tipo de comportamentos ou processos, abrem um novo campo de estudos, nesta abrangente ciência?